A fertilização in vitro (FIV) é um procedimento que também pode ser chamado de “Bebê de Proveta”, onde o óvulo é fecundado pelo espermatozoide fora do corpo da mulher. Ela se tornou indicada para doenças tubárias, endometriose e infertilidade sem causa aparente. Os tratamentos de fertilização são caros nas clínicas particulares e os que são oferecidos pelo SUS possuem uma longa lista de espera, que pode ser de até 3 anos.

Essa técnica é baseada em quatro etapas. Primeiro, é necessário estimular a ovulação e os óvulos posteriormente são aspirados no canal vaginal com uma agulha. Depois, os espermatozoides são retirados para que possam ser fertilizados com o óvulo. Se a fertilização for efetiva e gerar um embrião, ele é transferido para a mulher. Ela tenta criar em laboratório as condições ideais para o desenvolvimento inicial do embrião e a etapa que é realizada in vitro dura por volta de 48 horas.

Quando um casal tem dificuldade para engravidar, ele pode procurar um especialista para buscar informações. O que deve ser frisado é que não há certeza que irá ocorrer a gravidez imediata. Eles devem saber isso antecipadamente para que não tenham decepção posteriormente. Ao longo dos anos, foram desenvolvidas técnicas que aperfeiçoaram essa técnica como a seleção de óvulos e espermatozoides que tenham o DNA saudável e adaptações no fluido onde o embrião é cultivado.

Louise Brown, em 1978, foi a primeira criança que nasceu com a ajuda da fertilização in vitro. No Brasil, a primeira criança que nasceu por esse tipo de fertilização foi Ana Paula Caldeira, em 1984. Em 2010, o fisiologista britânico Robert G. Edwards, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina pelas suas pesquisas referentes à fertilização in vitro. Ele começou a pesquisar sobre o problema de infertilidade na década de 50 e hoje é o método de reprodução assistida mais comum.

Nem todos os casais podem ser submetidos a esse tratamento por causa das limitações que podem existir no homem ou na mulher. A mulher, para ser submetida ao tratamento, deve ter uma boa reserva ovariana, que é maior quanto mais jovem ela for. Ou seja, essa reserva está em boa quantidade até os 37 anos e a partir daí, ocorre uma queda considerável. Outro fator que determina se a mulher está apta para a cirurgia é a integridade da cavidade uterina e ela pode ser verificada com exames de histerossalpingografia (HSG), ultrassonografia e histeroscopia. Os homens também devem apresentar aspectos importantes para o procedimento: ele deve apresentar 3 milhões de espermatozoides móveis por ml depois da separação.

Um problema recorrente na fertilização in vitro é a gestação de múltiplos bebês. Isso pode acarretar numa gravidez de risco para a mãe e os bebês. A fertilização in vitro acarretou muitas mudanças sociais, pois possibilitou que mulheres mais velhas e as solteiras, se tornassem mães. Há uma discussão sobre os critérios para selecionar candidatos que realizam o procedimento, pois ocorreram muitos casos que chocaram a sociedade. Na Espanha, uma mulher deu à luz aos 67 anos e morreu devido ao câncer em 2009, deixando os gêmeos que teve órfãos. Nos Estados Unidos, a californiana Nadya Suleiman teve óctuplos, sendo que ela já era mãe solteira de outros seis filhos.

Em janeiro de 2011, nasceu na França uma criança que é chamada de bebê medicamento. Ele nasceu graças à uma fertilização in vitro e foi escolhido por meio do diagnóstico genético, um procedimento que a lei francesa permite desde 2004. Esse procedimento fez com que a criança se tornasse imune à uma doença genética do sangue, que acometeu as crianças mais velhas da família, e também permitiu que ele fosse um doador compatível com os seus irmãos. A compatibilidade ajuda no transplante do sangue do cordão umbilical.

Passo a passo

1) Ocorre a estimulação ovariana com a utilização de hormônios para que se consiga vários óvulos;

2) Os óvulos se encontram em folículos e quando esses alcançam um tamanho ideal com taxas de hormônio adequadas, o médico utiliza uma medicação para maturá-los;

3) Com uma agulha, é retirado cada um dos folículos; 

4) Os óvulos são retirados dos folículos;

5) Cada óvulo que foi retirado é colocado em uma placa que contém entre 7.000 a 20.000 espermatozoides.

6) Os embriões ficam em uma incubadora e quando atingem o estágio de 2 a 8 células, são levados ao útero da mulher.

7) Após um período de 12 dias da transferência, é feito um teste de gravidez. Somente cerca de 50% dos óvulos que são inseminados é que se transformam em embriões.